Showing posts with label Francesco Bigollo. Show all posts
Showing posts with label Francesco Bigollo. Show all posts

Saturday, December 13, 2014

A Garota de Oceânica

















Eu, mar,
Desejo ondular.

Moldada
Ao vento
Ao desatino
Temperamento.

Sou de surfar,
Sou de afogar,
Tarde de sol ou
Noite de trovoar.

Persistência
No braço,
O mundo
A um laço

Meu refúgio,
A imensidão
Azul.


- Francesco Bigollo

Tuesday, August 26, 2014

Fogueira Cerejada















Escuridão com braço,
luz como marca-passo.
No sono, a morte,
do lado de cá,
punhal na face.

Ah luz cerejada,
destreza de relojoeiro,
aqui no terreiro,
cada ato,
conversa na fogueira.

Príncipe idiota,
sociedade boboca,
moral em liquidação.
Dinheiro, herói ou vilão?

Infeliz não é estado,
é adjetivo, título.
Ferido, quem se deixa ferir,
melhor mesmo é rir.


by Francesco Bigollo

Monday, December 23, 2013

Senhor Mosquito Dengoso











Eu sou o espanto!
A agulha que persegue o teu sangue,
quem te mira do canto,
sou preto, sou branco.

Sou filho da calmaria,
mas, em vida curta,
só me resta a folia.
Por isto, pego 2, 3, 10, geral!
Se bom for o verão até o carnaval.

Tua mão pode pesar,
mas sou ninja na arte de escapar.
Confesso, de teu corpo,
não sei me distanciar.


Quanta maldade,
mal sabes tu
que o senhor desta infâmia
não é outro, senão
o vírus que faz meu coração
fábrica de má intenção.


- Francesco Bigollo


Sunday, September 15, 2013

A Dançarina



Um dia de aula sem fim,
Escadas abaixo, liberdade se lança.
E um dilema de iniciante, em mim,
Ouvidos na zabumba ou alma na dança.

Pelas engrenagens do som, a roda gira
E certa guria faz minha alegria.
Então tento um giro e o talento expira,
Nada reduz o prazer de sua companhia. 

'Respira, relaxa, sinta a melodia',
Ela diz, num tom que nos faz feliz.
Passos, ritmo e risos vão em sincronia.

Ah, momentos que queremos pausar,
A canção a acabar, olhos ao nosso redor 
Até alguém lá do alto gritar: troca de par!


                                 - Francesco Bigollo


Tuesday, September 10, 2013

Simpatia de Malu














De mundos distintos. Ela, de Ivlena,
Nós, filhos de velho Lourenço.
Ela, estrela de toda fina cena,
Simpática, inteligente e um sorriso extenso.

De professor Chan, preso no templo,
Seu sucesso, uma luz nas minhas celas.
Do Corredor: "Malu, Medicina, tá linda", contemplo
Sua voz doce, mais confortante que o axioma das paralelas.

Desço as escadas, uma surpresa querida.
À tarde, nos perdemos nos passeios de Curitiba
Sem antes não notar, no serpentário, uma espécie sumida.

Noite serena, bolinhas de queijo e fila pequena
Ao sabor de Era de Gelo, quem vejo?
Sua formosa expressão, ao lado de Ivlena.


                                    - Francesco Bigollo

Friday, February 08, 2013

Em Botafogo, Quisera Eu















Quisera eu falar de S. João na Festa Junina
Bancar o caipira , soltar rojão
Mas conversar sobre Marcelino, Vinho e Pão
Dizer que uma empresa jr. precisamos fundar
Sem, para isso, o quentão postergar

Quisera eu falar de S. Nicolau no Natal
Bancar o altruísta, vestir vermelho  
Mas conversar sobre Risos tontos de Fevereiro
Dizer que aulas de piano gostaria de tomar
Sem, para isso, fazer o espumante tardar

Quisera eu falar de Rei Momo no Carnaval
Bancar o festeiro, pular o dia inteiro
Mas conversar sobre o Pau de Sebo
Dizer que teatro na universidade é o maior barato
Sem deixar a água de coco de lado


                                    - Francesco Bigollo

Wednesday, January 30, 2013

A Pianista














Tamborins de S. Pedro anunciam a apresentação
Eis que um franzino mágico entra em ação
Cartas aqui e acolá, vêm e vão, feitiçaria? 
Frente ao inexplicável, o público ria

A guria-de-voz-doce, primeiro ato
O sertanejo, um belo prato
O príncipe, um caricato
O galã, chato

O teclado corre, as partituras voam
Kilimanjaro, para sua concentração, só um anão
Clima, guerras, meteoros. O mundo pode acabar
Mas enquanto houver espetáculo, suas mãos não cessará


                                                       - Francesco Bigollo